Ombudsman
A semana marcada pelos debates sobre como as pessoas encaram os seus vícios gerou uma certa dúvida em relação aos questionamentos do ponto de vista do jornalismo crítico. Faltou provocação. Faltou o apelo dramático. Faltou o conflito opositor e um certo “que” de desordem.
Um assunto polêmico em que normalmente envolve uma prática pecaminosa, uma tendência de contrariar a moral estabelecida, o mau hábito ou a dependência sobre o consumo de uma substância relacionada com o uso abusivo, permitido ou não pela lei, gera sempre controvérsias, o que não ocorreu nos debates por parte do público e dos viciosos.
A organização do primeiro embate deixou a desejar, talvez pela falta de experiência ou pela questão empregada pelo grupo que se submete ao desenvolvimento de novos estudos para fins científicos com o objetivo de estabelecer critérios a serem observados. No segundo embate houve o aproveitamento e um tempo maior para a organização, mas ambos acabaram envolvidos numa uma retórica de debates de via única discutida ou examinada.
O conjunto de regras relativas a essa eloquência foi colocada de forma muito “quadradinha”, estava tudo muito certinho. Parecia que estava dentro de uma palestra convencional de auto-ajuda ministrada por uma pastoral qualquer e inspirada pela religiosidade. Deu a impressão de que todos os problemas relacionados ao vício se resolvem com o perdão e o amor de Deus.
Olhando para a questão com o devido distanciamento, é possível perceber que o perfil unilateral dos entrevistados acentuou uma reação negativa em relação a um assunto tão polêmico. No jornalismo a notícia tem sempre três lados. A posição, a oposição e o lado daquele que produz e interpreta a informação.
“Vale uma observação:”
E é claro devo aqui fazer a minha mea culpa, pois não consegui levar para o debate um indivíduo que, habitualmente, procede contra os bons costumes, tornando-se aquele elemento pernicioso ao meio social, isto é, faltou o viciado corrompido, desmoralizado e depravado que pudesse expor todo o seu comprometimento em defesa da degenerescência moral ou psíquica que um dependente químico se submete para saciar a sua sede de consumo imoral.


